Tratamento de Vinhaças & Produção de Biogás
Tratamento da Vinhaça: Conceitos e Gestão Ambienbtal  
Normalização do Efluente
Tecnologia de Biodigestão
Quadro Comparativo Vinhaça "in natura" e Tratada
Outros Empregos do Biogás
Demonstração de Viabilidades Técnica e Econômica com Desgaseificação
Protocolo de Kyoto - RCE's Redução Certificada de Emissão
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Tratamento de Vinhaça: Conceitos e Gestão Ambiental

A produção de Vinhaças de Destilação de Álcool de cana no Brasil, tem se desenvolvido de acordo ao crescimento da indústria açucareira que destilam álcool provenientes do mel final assim como na destilação direta do caldo de cana, independente de se produzir açúcar.

Em tese, cada litro de álcool produzido no processo de destilação, gera ao redor de 14 litros de um efluente chamado "vinhaça" ou "vinhoto", muito rico em abono químico, como: Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Sulfatos, necessários à recomposição dos solos agrícolas da agro indústria.

Com estes componentes, são arrastadas matérias orgânicas do processo (até 29.0 DQO), indesejáveis enquanto a sua disposição em áreas abertas, causando odores, além deste efluente apresentar pH meio ácido, de 4.0 a 4.5.

A legislação ambiental abrangente às áreas Federal, Estadual e Municipal, proíbe o descarte deste efluente diretamente nos cursos de rios, em lagos, oceanos, e, até mesmo em solos aleatoriamente, sem os devidos cuidados quanto ao previsto na mesma, como sendo: Tratamento físico-químico e normalização do produto, para perfeita adequação à capacidade de absorção de solos, cuidados com a contaminação de cursos de água e manancial de águas em subterrâneos.

Normalização do Efluente

Algumas medidas paliativas têm sido tomadas pela indústria alcooleira, buscando o equilíbrio desta situação, como: - Aspersão continuada de vinhaças nos campos agrícolas; confinamento em lagoas de normalização, para posterior descarte em rios; descarte do líquido em estradas vicinais de terra, dentre outras providências paliativas.

Dentre as providências técnicas mais modernas e empresarialmente corretas, estão as usinas USESA - Usina Santa Elisa S.A., na região de Ribeirão Preto e a Usina São Martinho, em Pradópolis, ambas no Estado de São Paulo. A primeira: USESA, elabora a secagem do produto, obtendo o produto desidratado, para posterior diluição e emprego em fins específicos na lavoura; a Usina São Martinho, instalou o processamento da vinhaça resultante, em processo de Desgaseificação por Biodigestão contínua, obtendo o Biogás, o qual, é empregado na queima como combustível auxiliar nas caldeiras da usina, além de processar parte em Spray-driers, na secagem de leveduras sangradas do processo de fermentação das dornas.

Desta forma técnica, a Usina São Martinho obtém o Biogás resultante da fermentação anaeróbia nos biodigestores com percentual de Metano de até 70%, causando anualmente, uma grande sobra de bagaço no processo, permitindo-lhe a prática de outros mercados, além de exportar a levedura obtida no Spray-drier, gerando receitas certas e processamento correto destes débitos ambientais.

 

A vinhaça resultante, devidamente normalizada, apresenta equilíbrio físico-químico desejados e são dispostos corretamente na lavoura

 

 

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Tecnologia de Biodigestão

A Biodigestão das vinhaças de destilarias de álcool resume-se em um processo de fermentação anaeróbia, podendo ser contínua e descontínua, de acordo às possibilidades técnicas que se impõem com os interesse comerciais da Usina.

O sistema de Biodigestão é composto de equipamentos, como:

Tanques de condicionamento, Bombas centrífugas, Misturadores, Tanque de solução de NH3OH, Bombas dosadoras para solução de nutrientes, para alimentação de reatores anaeróbios, Reatores, Gasômetro pressurizador, Flare para queima-pulmão de Biogás, Tubulações, Válvulas, Instrumentos de controles (pH, automático de níveis, vazões de vinhaça e Biogás, indicadores de temperatura e pressão, etc.)

O sucesso da operação industrial na planta, dependerá das condições de controle bioquímico no processo, com a eficiência de remoção do DQO da vinhaça ( 28.000 mg/l)

Os reatores anaeróbios são de tecnologia Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactor

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Quadro Comparativo Vinhaça "in natura" e Tratada

A normalização Físico-química, promove o melhor aproveitamento de suas substâncias regeneradoras do solo agrícola, por meio da adição ou reposição, de substâncias nutrientes como: Nitrogênio, Fósforo e Potássio, Cálcio, Magnésio,

ademais das experiências com a aspersão de Vinhaças no solo agricultável, citamos o estudo realizado pelo Prof. Marcos Rogério Nunes, que desenvolveu ensaios em solos da área de Campos (RJ), quando pode determinar o efeito da vinhaça nas propriedades químicas do solo.

A vinhaça tratada propicia melhor qualidade ambiental, pela extração de percentual orgânico de derivações incontroláveis, eliminando o odor característico, além de se evitar populações de insetos incidentes neste ambiente.

Como fator de balanceamento organo-mineral, a normalização do pH a nível 6.0 ~ 6.9, resultará nas lavouras de cana, em menor dispêndio de corretores de acidez dos solos, sabendo-se ser este fator predominante nas áreas de plantio da cana de açúcar.

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Demonstração de Viabilidades Técnica e Econômica com Desgaseificação

 

Os Projetos de viabilidades Industrial, Econômica e Financeira, são baseados em melhor eleição de emprego do resultado industrial, com T.I.R. acima de 18% a.a.

A qualidade das informações técnicas da usina são preponderantes para perfeita projeção das utilidades.

 

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Protocolo de Kyoto - RCE's Redução Certificada de Emissão

O Protocolo de Kyoto possibilitou a adoção de metodologias na mitigação dos gases de efeito estufa (GHG) e estes projetos apresentados por variados seguimentos e qualquer país do globo, são analisados em sua excência por um comitê especializado da O.N.U., denominado CDM - Executive Board - UNFCCC. Os projetos de vinhaça que poderão ser contemplados com os Redução Certificada de Emissão (RCE), que darão direito ao detentor, a comercialização destes Créditos de Carbono no mercado internacional.

Projeto Vinhaça da Nicarágua: A Nicarágua saiu à frete, com a aprovação do projeto de Créditos de Carbono da Compañia Licorera de Nicarágua, que apresentou mitigação dos gases oriundos das vinhaças de sua planta, assim como a substituição do uso de energia da rede por geração própria pelo Biogás obtido, dando precedente a outros projetos do setor que acorram ao CDM - Executive Board com esta finalidade.

 

No Brasil, há uma comissão interministerial que analisa e aplica a política no setor, assim como já foi aprovada pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados em 25/05/2005, a definição dos mecanismos e regulação do Mercado de Carbono no país, que será realizado pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, segundo o projeto-lei aprovado.

Há os fóruns que fazem parte do organismo "Carbono", formados por:

Fórum Nacional de Mudanças Climáticas- Presidente: Dr. Luiz Pinguelli Rosa

Fórum Estadual (SP) de Mudanças Climáticas-Presidente: Deputado Fábio Feldmann

Comitê Municipal (SP) de Mudanças Climáticas-Presidente: Dr. Eduardo Jorge.